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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Café com Microtauro: Quem Inventou o semáforo?


A palavra em si foi criada na Grécia antiga - com a junção dos termos sema (sinal) e phoros (que leva) - para dar nome a uma sistema utilizado para transmitir mensagens por tabuletas. Demorou mais de um milênio para surgir o semáforo como o conhecemos: um dispositivo para controle de tráfego. Foi nas esquinas movimentadas de Londres, em 1868, que se instituíram lanternas verdes e vermelhas para organizar o fluxo de carruagens e pedestres. A utilização dos mesmos sinais com luzes elétricas, por sua vez, teve início em 1914 na cidade de Cleveland, Estados Unidos. As luzes eram controladas por guardas que se revezavam no local. Em 1917, a luz amarela foi acrescentada aos sinais de trânsito de Detroit, no mesmo país - e o sinaleiro automático, que dispensava a operação manual, surgiu na década seguinte. Já o primeiro registro da utilização de luz vermelha para sinalização data de 1806, em um farol na costa britânica.

Pouco depois, os navios começaram a usá-la e, em seguida, foi a vez das ferrovias. A cor foi escolhida por um motivo prático: ao realizar testes de transparência com vidros coloridos, o engenheiro Robert Stevenson, responsável pela construção do tal farol, descobriu que o vermelho era o que deixava passar mais luz.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-inventou-o-semaforo

sábado, 7 de dezembro de 2013

The Purguistory: 5 antigas civilizações que desapareceram misteriosamente


Ao longo da história da humanidade, diversas civilizações floresceram e desaparecem da face da Terra. Sabemos que algumas delas sumiram devido a catástrofes naturais, outras foram dizimadas durante guerras e invasões, e existem as que acabaram sendo dominadas e suas culturas foram sendo assimiladas por outros povos, por exemplo.

No entanto, também existem civilizações que desapareceram sem motivos evidentes, e até hoje muitos pesquisadores tentam entender o que pode ter acontecido com essas sociedades. A seguir você pode conferir cinco exemplos de povos que sumiram e algumas teorias sobre as causas disso:

 1 – Os Olmecas



Conhecida como uma das primeiras sociedades da cultura pré-colombiana a habitar a Mesoamérica, existem vestígios da civilização olmeca que datam de 1.400 a.C. Composta por construtores habilidosos, os sítios arqueológicos conhecidos desse povo contam com grandes pirâmides cerimoniais, diversos monumentos de pedra e grandes esculturas.

Composta por um dos povos mais avançados da época, a economia olmeca se baseava em grande parte no comércio. Considerada por muitos estudiosos como a cultura mãe de outras sociedades da Mesoamérica, a sociedade olmeca começou a desaparecer por volta de 400 a.C., e ninguém sabe ao certo o motivo. Uma das hipóteses é que o declínio foi resultado de mudanças ambientais, embora há quem acredite que os olmecas tenham sofrido uma invasão.

2 – Os Rapa Nui



Outra civilização que desapareceu misteriosamente foram os Rapa Nui, os antigos habitantes da Ilha de Páscoa. Além de ninguém saber ao certo como os enormes moais — as esculturas de pedra que se espalham por toda a ilha — foram construídos e transportados, outras questões que continuam sem resposta é como esse povo chegou até ali e o que exatamente levou ao seu desaparecimento.

Atualmente se sabe que os Rapa Nui eram de origem polinésia e acredita-se que chegaram à Ilha de Páscoa entre 300 e 1.200 d.C. Alguns estudiosos acreditam ainda que esse povo teve contato com a América do Sul, introduzindo algumas plantas — como a batata doce — nativas da ilha. Uma das hipóteses mais aceitas sobre o seu desaparecimento é que os Rapa Nui esgotaram os recursos naturais do local e tiveram que buscar outro lugar para morar.

3 – Os Harappa



Também conhecida como Civilização do Vale do Indo, a sociedade harappeana floresceu há milhares de anos e estima-se que chegou a contar com uma população de 5 milhões de pessoas, que se espalhavam pela região que hoje corresponde ao Irã, Paquistão, Índia e Afeganistão.

No entanto, apesar de ser considerada como uma das grandes civilizações do mundo antigo, não se sabe ao certo o que fez com que os harappeanos abandonassem seus incríveis edifícios e casas de diversos pavimentos presentes em suas grandes cidades há mais de 3 mil anos. Uma das teorias é a de que a alteração gradual nas chuvas tornou a produção de alimentos para tanta gente inviável.

4 – Os Khmer



 Apesar de a maioria das pessoas conhecerem apenas o incrível templo de Angkor Wat, no Camboja, a verdade é que esse edifício corresponde a uma pequena parte de um enorme complexo urbano que foi habitado pelos khmer. A cidade, uma verdadeira maravilha arquitetônica, floresceu durante a Idade Média — entre 1.000 e 1.200 d.C. —, e provavelmente abrigou uma população de 1 milhão de pessoas.

Hoje, a maior parte dos edifícios se encontra sob a floresta, e os arqueólogos acreditam que Angkor tenha sido a maior cidade do mundo em seu tempo. Os pesquisadores continuam trabalhando para encontrar respostas sobre o que provocou o desaparecimento dos khmer, e as hipóteses mais comuns variam de guerras a desastres naturais.

5 – Os Maias



A civilização maia — uma das maiores da Mesoamérica — talvez seja o exemplo mais clássico de sociedade que desapareceu e ninguém sabe dizer exatamente o motivo. Muitas tradições e até alguns dialetos desse povo conseguiram sobreviver à passagem do tempo, assim como muitos de seus monumentos, cidades e estradas, que se espalham do México até o Belize e a Guatemala.

Além de terem sido engenheiros habilidosos, os maias também desenvolveram sofisticados calendários e faziam extenso uso da matemática, da astronomia e da escrita. A razão do declínio dessa civilização não é muito clara, mas as evidências apontam para mudanças climáticas na península de Yucatán, combinadas com guerras que forçaram a população a abandonar os grandes centros devido à fome.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/misterios/39598-5-antigas-civilizacoes-que-desapareceram-misteriosamente.htm

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

The Purguistory: 5 dos assaltos a banco mais famosos da História


Todos os dias somos bombardeados com notícias sobre assaltos cujo número de ocorrências, ao que parece, não para de aumentar. Contudo, os crimes que envolvem milhões — quando excluímos os envolvidos com corrupção —, por sorte, são bem menos frequentes, mas acabam ficando famosos devido à quantidade de dinheiro envolvida ou à engenhosidade dos criminosos.

A seguir você pode conferir cinco assaltos a banco que se encaixam nessa descrição, e que acabaram entrando para a História:

1 – Banco Central Iraquiano, US$ 1 bilhão

Considerado o maior roubo a banco já registrado na História, este assalto ocorreu em 2003 no Iraque, e foi orquestrado pelo regime de Saddam Hussein. O crime foi levado a cabo horas antes que os EUA começassem a bombardear o país e, de acordo com as testemunhas, diversos veículos pararam diante do Banco Central em Bagdá, e foram sendo carregados com muito, muito dinheiro.

Um dos funcionários do banco ouviu os nomes “Qusay e Abid al-Hamid Mahmood” — filho de Saddam e assistente pessoal do ditador, respectivamente — durante o roubo e, mais tarde, enormes somas de dinheiro foram encontradas em locais estratégicos. Desde então, ninguém jamais conseguiu repetir a proeza de roubar tanto dinheiro de uma só vez.

2 – Dar Es Salaam, US$ 300 milhões

Surpreendentemente, em vez de aprender a lição com o roubo feito ao Banco Central em Bagdá, outro assalto astronômico ocorreu na mesma cidade quatro anos depois, em 2007. Desta vez, o alvo foi a agência de uma instituição privada chamada Dar Es Salaam, e a quantidade levada foi de US$ 300 milhões.

O pior é que o roubo nem foi algo muito elaborado, sendo executado pelos guardas de segurança que passavam a noite cuidando do local. Os funcionários da agência, ao chegar pela manhã para trabalhar, encontraram a porta da frente aberta e os cofres vazios, e os astutos ladrões jamais foram pegos.

3 – British Bank of the Middle East, entre US$ 20 e 50 milhões

Este roubo tem o montante total estimado entre US$ 20 e 50 milhões porque os assaltantes — membros da Organização para a Libertação da Palestina — não levaram apenas dinheiro, mas joias, barras de ouro, ações, títulos e tudo o que conseguiram carregar durante um período de dois dias! O crime aconteceu em 1976 em Beirute, e o alvo foi o British Bank of the Middle East.

Para conseguir acesso, os ladrões invadiram uma igreja católica que ficava ao lado do banco, e depois enviaram uma equipe especializada em violar cofres. Os responsáveis jamais foram capturados, mas boa parte das ações e dos títulos roubados foram recuperadas.

4 – Security Pacific National, US$ 10,2 milhões

O assalto ao Security Pacific National ocorreu em 1978, e chegou a ser considerado como um dos maiores roubos a banco da história dos EUA. Perpetrado por Stanley Mark Rifkin, o crime parecia impossível, já que a agência mais se parecia com uma fortaleza de vidro e granito guardada por diversos seguranças e repleta de câmeras ocultas, localizada no 55° andar de um edifício de Los Angeles.

No entanto, Rifkin conseguiu “levar” o dinheiro sem precisar usar armas, máscaras, reféns ou carros para fuga. Aliás, a instituição só soube do roubo dias depois do ocorrido, pelo FBI! O ladrão, um consultor em informática que prestava serviços para o banco, descobriu como as transferências bancárias eram realizadas, conseguiu acesso aos códigos de segurança e enviou a soma de US$ 10,2 milhões para várias contas suas.  Rifkin foi eventualmente pego graças a uma denúncia feita por um sócio dedo-duro.

5 – Banco Central do Brasil em Fortaleza, R$ 164.755.150,00

O roubo que vamos descrever a seguir ocorreu em 2005 e inclusive foi transformado em filme, tendo como alvo o Banco Central do Brasil em Fortaleza. Lembra dele? O crime foi realizado por uma quadrilha que alugou uma casa localizada a duas quadras da instituição, que servia como empresa de fachada que supostamente produzia grama natural e sintética.

Durante três meses os assaltantes — com conhecimentos em engenharia e em posse de um mapa da cidade — escavaram um túnel de 80 metros de comprimento e apenas 70 centímetros de largura que, além de ter sido construído com vigas de madeira e ser revestido com lona, contava com sistema de ventilação e até ar condicionado.  O túnel terminava em um piso de concreto com 1,10 metro de espessura reforçado com aço, que dava para o cofre do Banco Central.

Mas isso não foi suficiente para parar os ladrões. A quadrilha invadiu o cofre durante um fim de semana e, segundo as estimativas da Polícia Federal, com base no peso das notas roubadas — somando um total de R$ 164.755.150,00 —, os assaltantes levaram inacreditáveis 3,5 toneladas em dinheiro. E mais: se empilhadas, as cédulas chegariam a mais de 30 metros de altura.

E sabe o pior? Além de as notas não serem sequenciais — tonando o trabalho de rastreá-las impossível —, os ladrões apagaram suas impressões digitais e nenhuma imagem sequer foi gravada pelas câmeras de segurança do banco. Cerca de 30 pessoas envolvidas no caso acabaram sendo presas, mas somente R$ 53 milhões do total foram recuperados.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/feitos-absurdos/39511-5-dos-assaltos-a-banco-mais-famosos-da-historia.htm

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Purgástico: Leite condensado


Apesar de trazer “condensado” no nome, a verdade é que para produzir essa delícia, o leite passa por um processo de evaporação e não de condensação.

Tanto que o “Leite Evaporado” existe, e ele nada mais é do que a versão sem açúcar do leite condensado. De acordo com o pessoal da Superinteressante, que publicou uma interessante matéria sobre esse produto — que é a felicidade enlatada —, ele recebeu esse nome errado para não criar confusão entre os consumidores.

O processo de produção consiste em centrifugar o leite para eliminar impurezas, que depois é submetido à pasteurização, quando é aquecido a 75° C durante 20 segundos. O próximo passo é adicionar o açúcar — que funciona como um conservante natural — e, então, colocar essa mistura em um evaporador a vácuo com temperaturas entre os 50 e os 70° C, para que 60% da água seja eliminada. Por último, depois que o leite evaporado esfriar, acrescenta-se lactose em pó.

Doce história

Segundo a matéria, a primeira técnica para produzir o leite condensado de que se tem notícia surgiu na França em 1827. Entretanto, o produto só passou a ser fabricado em escala industrial 26 anos mais tarde, graças ao norte-americano Gail Borden Jr. A intenção era utilizar a evaporação para reduzir o volume do leite e aumentar a sua durabilidade, pois naquela época — sem geladeiras nem processo de pasteurização — era comum que esse alimento estragasse antes de chegar aos consumidores.

No entanto, o leite condensado só foi ficar famoso mesmo durante a Guerra de Secessão nos EUA — que ocorreu entre 1861 e 1865 —, depois de se tornar um dos alimentos fornecidos aos soldados. As latas eram práticas e fáceis de transportar, e representavam uma excelente fonte de energia, já que cada porção contava com 1.300 calorias.

Com o fim dos conflitos, o leite condensado acabou saindo dos campos de batalha e chegando aos mercados, e foi apenas uma questão de tempo até o produto conquistar o mundo inteiro. Aqui no Brasil, existem registros de que o leite condensado já era comercializado em 1871, como pode ser visto em um anúncio publicado no Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e da Província do Rio de Janeiro.

Fabricação

1. O leite é centrifugado para remover as impurezas e depois pasteurizado a 75° C por 20 segundos. 

2. Ele recebe açúcar, que ajuda a conservar. 

3. Vai a um evaporador a vácuo, onde fica a temperaturas de 50° C a 70° C. Isso RETIRA 60% DA ÁGUA. Só não pode ferver para não alterar a cor, o sabor e as características nutricionais. 

O passo a passo de três clássicos da dispensa: 


CREME DE LEITE 

1. Numa centrífuga, o leite integral é separado entre desnatado e gordura. 

2. Para que o teor de gordura não passe de 25%, adiciona-se leite desnatado ao creme. 

3. A mistura recebe sais que dão consistência. 

4. O produto segue para o esterilizador, onde permanece de 2 a 3 segundos a 145 °C, e depois é envasado. 


DOCE DE LEITE 

1. Como na versão condensada, o leite passa por uma centrifugação para remoção de impurezas. Depois, é pasteurizado por cerca de 20 segundos. 

2. O produto recebe açúcar e é evaporado em tachos a altas temperaturas, o que o escurece e deixa viscoso. 

3. Quado se atinge a consistência ideal, é resfriado e envasado. 


LEITE EM PÓ 

1. O leite passa pelo mesmo processo do condensado, mas sem adicionar o açúcar. 

2. O líquido concentrado vai para uma câmara de secagem, onde é borrifado por ar quente, entre 180º C e 350º C. 


3. Ao cair no fundo da câmara, as gotículas de leite concentrado já viraram pó. Então, só precisa ser enlatado.

4. Depois de esfriar, recebe lactose em pó.

Fonte: http://super.abril.com.br/alimentacao/como-se-condensa-leite-condensado-634641.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super
http://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/39636-voce-conhece-a-historia-do-leite-condensado-.htm

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Purgo Repórter: Para onde vão os objetos que se extraviam no correio?


O destino dos objetos extraviados é incerto, pois eles somem por causa de assaltos a carteiros e veículos dos Correios ou por eventuais falhas no fluxo das operações, caindo numa espécie de "limbo" postal. Ou seja, nesses casos, adeus correspondência. Felizmente, isso é tão raro no Brasil que não chega nem a 0,01% do volume total de encomendas. Mas isso não quer dizer que não rolem outros incidentes e trapalhadas, que fazem as cartas e pacotes ficar no meio do caminho.

CONSULTORIA - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos

Nem pra lá, nem pra cá
Veja as situações que podem barrar o caminho de pacotes e envelopes

MUDOU-SE

Imagine que alguém manda uma carta ou pacote para um amigo, sem saber que ele mudou de endereço, e, nesse meio-tempo, também muda de residência. Em situações assim, os Correios não têm para quem entregar a encomenda, que vai para a agência mais próxima, à espera do dono. O prazo de retirada é de até 30 dias, quando envelopes são triturados (para manter o sigilo) e objetos são doados a instituições de caridade

PERFIL FAKE

Como o Orkut, os Correios também estão cheios de usuários fakes. É o caso, por exemplo, de pessoas que fazem compras pela internet com cartões de crédito roubados, dando o endereço de uma casa abandonada ou terreno baldio para a entrega do produto. Em geral, o carteiro desconfia do golpe, e a correspondência fica na agência à espera do dono dentro do processo normal - o dono, claro, nunca aparece...

DROGAS E LAGARTOS

O caráter sigiloso das correspondências é protegido por lei, mas tem gente que abusa e tenta enviar explosivos ou até fazer tráfico de drogas e animais. Por isso, algumas encomendas sempre passam por equipamentos de raio X. Além de maconha e cocaína, já foram encontradas cobras, aranhas e até iguanas nos pacotes! Quando isso ocorre, o caso fica com o Ibama ou a Polícia Federal.

NA MÃO ERRADA

Às vezes, são os próprios funcionários dos Correios que aprontam. No Piauí, por exemplo, um carteiro preguiçoso jogava cartas num bueiro. E, na Bahia, um carteiro fazia parte de uma quadrilha de estelionatários, violando envelopes de cartões de crédito e cheques. Nesses casos, além de perder o emprego, o sujeito ainda responde a processo criminal.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/para-onde-vao-os-objetos-que-se-extraviam-no-correio

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

The Purguistory: 14 sentenças muito estranhas


Não restam dúvidas de que quem comete um crime — seja ele de qual ordem que for — deve sim pagar por suas transgressões. No entanto, nem sempre as condenações se resumem em trancafiar os delinquentes na prisão, e as determinações dos juízes algumas vezes podem ser bem surpreendentes. O site Oddee publicou uma curiosa lista com algumas das sentenças mais bizarras de todos os tempos, e você pode conferir quatorze delas a seguir:

1 – Atestado de idiotice


Shena Hardin, a meliante da foto, foi condenada a segurar um cartaz com os dizeres “Somente um idiota dirigiria pela calçada para evitar um ônibus escolar” (em tradução livre) por dois dias durante o horário de rush em uma movimentada esquina de Cleveland, nos EUA.

2 – Pena bíblica


Cassandra Tolley, a delinquente acima, foi pega depois de ferir duas pessoas enquanto dirigia embriagada pela contramão de uma via na Carolina do Sul. Com um índice de álcool no sangue quatro vezes superior ao permitido pela lei norte-americana, além de condená-la a oito anos de prisão, o juiz que avaliou o caso sentenciou a bêbada a ler o livro de Jó, do Velho Testamento, e escrever um resumo.

3 – Vá trabalhar, vagabundo!


Um rapaz espanhol — de 25 anos! — entrou com um processo contra os pais depois que os dois decidiram suspender a mesada do vagabundo até que ele encontrasse um emprego. O jovem, formado em Direito (ainda por cima) exigia dos pais um repasse de 400 euros por mês (cerca de R$ 1.200), e o genial juiz responsável não só deu perda de caso ao cara de pau como decretou que ele saísse da casa dos pais em um prazo de 30 dias e procurasse o que fazer da vida.

4 – Natal xadrez


Betina Young, uma malandra de Ohio, foi pega por fornecer carteiras de identidade e de motorista falsificadas a imigrantes ilegais. Mas, em vez de mandá-la para a prisão por 15 anos — pena prevista para esse tipo de crime nos EUA —, o juiz condenou que ela passe as festas de Natal dos próximos cinco anos atrás das grades, durante um período mínimo de três dias. O resto do ano ela fica livre, mas, se falhar em cumprir a sentença, será encarcerada pela pena total determinada pela lei.

5 – Corte de cabelo

Depois de atacar uma garotinha de três anos de idade e de cortar tufos de seus cabelos, uma delinquente juvenil de 13 anos de Utah, nos EUA, foi condenada a cumprir 276 horas de serviços comunitários, pagar uma indenização à família da vítima e passar 30 dias detida.

Entretanto, a mãe da “cabeleireira amadora” conseguiu reduzir o tempo de sentença da filha em 150 horas, depois que o juiz ordenou que os cabelos da agressora fossem cortados diante do júri — após o comprimento ter sido estabelecido pela mãe da menina que sofreu o ataque.

6 – Overdose musical

Se você é daqueles que circulam por aí exibindo o “poder” do som do carro, cuidado! Um rapaz nos EUA foi condenado a pagar uma multa de US$ 150 (pouco mais de R$ 330) por ouvir rap alto demais. Mas o juiz decidiu reduzir o montante para US$ 35 (ou cerca de R$ 80) depois de sentenciá-lo a passar 20 horas ouvindo Chopin, Bach e Beethoven, para que o jovem aprendesse como alguém se sente ao ser obrigado a escutar algo que não gosta. E sabe da melhor? O condenado não conseguiu cumprir a pena!

7 – Dez anos de... Igreja


Dirigir sob a influência do álcool é um crime muito sério e especialmente grave quando acaba com a morte de alguém. Mas será que mandar os condenados à prisão resolve o problema? Um juiz de Oklahoma, nos EUA, determinou uma pena alternativa para Tyler Alred, de 17 anos, condenado por homicídio culposo por provocar a morte de um amigo durante um acidente enquanto dirigia embriagado.

Em vez de ser mandado para a prisão, Alred foi condenado a ir à igreja semanalmente durante os próximos dez anos. Além disso, o rapaz terá que terminar os estudos, se submeter a exames para detectar a presença de drogas, álcool e nicotina no organismo durante um ano, participar de comitês de apoio a vítimas de acidentes de trânsito e usar um bracelete que acusa o consumo de substâncias ilegais.

8 – O juiz que prendeu um homem por que ele bocejou no tribunal


Em 2009, o juiz Daniel Rozak sentenciou Clifton Williams a seis meses de prisão por bocejar indiscretamente no tribunal durante o julgamento de um primo de Williams. Clifton não permaneceu seis meses preso, porém passou três semanas atrás das grades por não ter se comportado de modo adequado. O juiz disse que o bocejo de Clifton não foi algo normal, e sim forte e violento, atrapalhando o desenrolar do caso – o que foi considerado desrespeitoso.

9 – O juiz que ordenou que colassem uma fita adesiva na boca do réu


O juiz Stephen Belden se cansou das constantes interrupções do réu Harry Brown (acusado de pequenos roubos) no tribunal e ordenou que colassem uma fita adesiva na boca dele durante o julgamento do homem.

O magistrado disse que esse foi o melhor jeito de manter o controle no tribunal, já que o réu não deixou que Belden prosseguisse com o caso ao dizer que o advogado conseguido pelo Estado não estava devidamente qualificado. Quando a fita adesiva foi removida, Brown afirmou que o juiz não foi respeitoso com ele — Belden, por outro lado, encaminhou o caso para outra corte.

10 – A juíza que enviou a sentença do réu pelo celular


O réu Aftab Ahmed, de 41 anos, estava atrasado para o seu julgamento, preso em um congestionamento nos arredores da cidade. Ahmed ligou para o seu advogado e disse que iria se atrasar para chegar ao tribunal. Entretanto, a juíza Caroline Ludlow disse que não poderia esperar por ele, já que outros casos também seriam julgados nas próximas horas. Devido ao horário, a juíza Ludlow resolveu enviar a sentença de Ahmed pelo celular mesmo.

11 – A juíza que pediu para a irmã gêmea ir ao tribunal em seu lugar


Um caso bastante peculiar ocorreu na Itália por muito tempo. Gabriela Odisio, advogada e juíza por meio período na cidade de Magenta, pediu várias vezes para que sua irmã gêmea Patrizia fosse ao tribunal em seu lugar para que ela pudesse atender outros clientes nesse tempo.

Como as duas sempre foram confidentes, elas podiam se passar uma pela outra com facilidade – quase ninguém suspeitou do caso. Entretanto, quando um dos clientes de Gabriela ouviu as duas cochichando sobre as mudanças de cargos, as irmãs foram desmascaradas.

12 – O juiz que se autojulgou



Em 1874, Francis Evans Cornish teve que se autojulgar por ser encontrado bêbado em público, já que outros juízes não estavam disponíveis no momento. Ele mesmo se condenou e se multou em aproximadamente cinco dólares. Entretanto, depois se autoliberou da prisão por bom comportamento.

13 – O juiz que mandou prender todas as 46 pessoas do tribunal

O juiz Robert Pestaino, nos Estados Unidos, ordenou que as 46 pessoas presentes em um julgamento fossem presas por que nenhuma delas admitiu estar com um celular que tocou durante o julgamento. As testemunhas contam que, quando um celular qualquer tocou, o juiz falou que, se ninguém dissesse quem foi o culpado pelo barulho, todos seriam presos – o que realmente aconteceu posteriormente.

Entretanto, no mesmo dia todas as pessoas foram libertadas depois da repercussão que o caso adquiriu. Robert Pestaino foi afastado do cargo e afirmou que estava com inúmeros problemas em sua vida pessoal.

14 – O juiz que processou a cidade de Nova York por cair no chão

Um juiz de Nova York está processando a própria cidade em US$ 1 milhão depois de escorregar no chão recém-limpo do seu quarteirão. Segundo a vítima do chão liso, Jack Battaglia, o município está negligenciando o treinamento dos funcionários de limpeza ao não esclarecer que eles não devem deixar os pisos úmidos. Battaglia quebrou o joelho na queda e diz que as limpezas nas ruas de Nova York criam armadilhas em que qualquer um pode escorregar.

Fontes: http://www.megacurioso.com.br/bizarro/39416-estas-sao-as-7-sentencas-judiciais-mais-bizarras-de-todas.htm
http://www.megacurioso.com.br/bizarro/39452-mais-7-sentencas-judiciais-bizarras-e-com-juizes-de-opinioes-extremas.htm

terça-feira, 24 de setembro de 2013

The Purguistory: Como surgiu o costume de apagar velas em bolos de aniversário?



Foi na Grécia antiga, em homenagem a Artêmis, deusa da caça, reverenciada no sexto dia de cada mês. Segundo a mitologia, essa divindade era representada pela Lua, a forma pela qual protegia a Terra. O bolo redondo, coberto de velas acesas, simbolizava a lua cheia. O mesmo costume reapareceu, não se sabe como, entre os camponeses alemães do século XIII, que inventaram a kinderfeste (festa infantil). Essa comemoração começava ao raiar do dia, quando as velas eram acesas e a criança acordava com a chegada do bolo. Havia sempre uma vela a mais do que a idade da criança, significando a luz da vida. O aniversariante tinha de apagar todas as velinhas de uma só vez, fazendo um pedido, que só se realizaria se fosse mantido em segredo.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-o-costume-de-apagar-velas-em-bolos-de-aniversario

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

The Purguistory: Aperto de Mãos




Esse cumprimento é um dos mais antigos e universais em toda a história da humanidade. No início, as pessoas estendiam a mão para mostrar que não estavam armadas - o gesto era, portanto, um sinal de paz, numa época em que praticamente todo mundo carregava alguma arma. (A exceção eram as mulheres, por isso o aperto de mão nasceu como hábito tipicamente masculino.) O primeiro registro do cumprimento está nos hieróglifos egípcios. Segundo arqueólogos e historiadores, no Egito antigo a mão estendida representava o verbo "dar" - acreditava-se que as divindades conferiam poder ao faraó ao estender as mãos para ele.

Dicas para um bom aperto de mãos

O inconveniente de deixar uma impressão ruim
Naturalmente, isso nem sempre precisa se dar pelo tradicional aperto de mãos. Dependendo da cultura, o mesmo papel social pode ser conferido a abraços, beijos, enlaces dos braços e por aí vai. A importância, de qualquer forma, é basicamente a mesma.

Por outro lado, um aperto de mãos ruim normalmente acaba gerando uma impressão igualmente ruim. “Em um período de apenas alguns segundos, nós lançamos as fundações para a percepção que o outro terá de nós — e que nós teremos dele”, diz Navarro. “Em apenas um instante, nós vemos, sentimos, observamos e percebemos as intenções da outra pessoa.” Trata-se do momento de saber se o outro é ou não uma ameaça.

“Sejamos francos, quando um aperto de mãos é mal executado, isso nos deixa com uma impressão ruim sobre a outra pessoa, e isso será lembrado dessa forma.” Naturalmente, caso o ritual mal executado se repita, isso apenas fortalecerá a impressão inicial.

Por que um aperto de mãos ruim é lembrado por tanto tempo?

Trata-se de uma capacidade adaptativa. Basicamente, de um fortalecimento da memória tátil, embora não seja apenas isso. “Eu suspeito que a resposta seja um tanto multifacetada, ligada a questões de evolução e de sobrevivência”, diz Navarro no referido artigo. “Considere isto: dois estranhos se encontram na savana africana e, ao tocar suas mãos, eles demonstram que não possuem armas, que não há razão para temores.”

Além disso, tocar as mãos desencadeia processos químicos no cérebro, fazendo com que, por exemplo, seja liberada ocitocina — chamado de “hormônio do amor” por alguns especialistas. “Os bons sentimentos ajudam a promover a harmonia e a amizade, e faz sentido que essa impressão permaneça conosco durante muito tempo; é assim que nós evoluímos.”

Naturalmente, uma impressão ruim também durante bastante tempo. “Emoções negativas associadas a um aperto de mãos mal executado permanecem conosco porque são arquivadas na porção do cérebro (amídala/hipocampo) que ajuda a pressentir o perigo, a insalubridade ou qualquer coisa que nos ameace ou nos faça nos sentirmos mal, de forma que não precisemos reaprender tudo sempre de novo e de novo.”

Em outras palavras? Um conhecimento adquirido que lhe permite, por exemplo, saber por experiência que se deve evitar o contato com superfícies excessivamente quentes ou com comida estragada. Um traço evolutivo bastante natural, portanto.

Os 5 pontos de um bom aperto de mãos

O que será considerado como uma “boa saudação” depende, é claro, da cultura em que se esteja inserido. Dessa forma, um high-five pode ser bastante apreciado em alguns meios esportivos, mas um aperto de mãos suave será a melhor pedida em locais como a Turquia. Há casos ainda em que, por exemplo, cumprimentar uma mulher com toque de mãos — sem o consentimento expresso — pode pegar muito mal.

Como via de regra, afirma-se que o ideal é observar a forma como a pessoa com mais status em determinada cultura cumprimenta as demais. Aí basta imitá-la da melhor forma possível — evitando, assim, constrangimentos como aquele gerado por Bill Gates, ao cumprimentar a presidente da Coreia do Sul, Geun Hye Park, com uma das mãos no bolso da calça.

Entretanto, caso se tome o bom e velho “chacoalhar de mãos” que é cultivado em boa parte do mundo, é possível elencar alguns pontos principais que devem ser observados, a fim de deixar a boa impressão mencionada acima. De acordo com Joe Navarro, deve-se prestar atenção às seguintes práticas:


  • Contato com os olhos

“Assegure-se de manter o contato visual com a pessoa que você está cumprimentando, evitando distrações”, diz Navarro. Nada pode ser mais irritante do que ter a sua contraparte no ritual mais interessada em uma beldade que passa do outro lado da rua no momento.


  • Evite mãos úmidas

Navarro lembra que 2,8% da população padece do problema conhecido como hiperidrose — um quadro de transpiração anormalmente aumentada. Seja esse o seu caso ou não, é sempre salutar se assegurar de que a sua mão não esteja úmida ou mesmo molhada antes de cumprimentar alguém — um lenço pode resolver o problema. Caso tudo o mais falhe, Botox pode ser uma solução para minimizar a sudorese.


  • Esqueça o “aperto de mãos dominante”

Não é incomum ouvir, ainda hoje, de alguém que defenda um bom aperto de mãos como uma ocasião para mostrar “quem manda” — seja apertando a mão do “oponente” em demasia ou chacoalhando-a como se fosse um guaxinim morto. “O termo clínico para isso é: bobagem”, diz Navarro.
Consultor de imagem pública Álvaro Gordoa demonstrando técnica de aperto de mãos.


E mais: caso alguém proceda dessa forma com você, peça educadamente para repetir o aperto sem o “expediente” estúpido. “A única coisa que um aperto de mãos assim consegue é deixá-lo com uma impressão negativa e fazê-lo pensar sobre que tipo de animal social aquela pessoa pode ser.”


  • Nada de dedo indicador no pulso

A menos que você pertença a alguma espécie de culto secreto com protocolos de saudação próprios (vide as considerações sobre cultura acima), colocar o indicador no pulso da outra pessoa é algo fortemente desencorajado. “Isso deixar uma impressão muito negativa. Eu já conheci vários gerentes, diretores de empresa e profissionais de RH [recursos humanos] que consideram esse o aperto de mãos mais temido de todos”, afirma Navarro.


  • Evite o aperto de mãos de políticos

Este é um velho conhecido. Quase todo mundo já foi “vítima” ou tentou, inadvertidamente, praticar em algum momento. Trata-se da saudação em que ambas as mãos são utilizadas, sendo que uma delas envolve a mão da outra pessoa. “Nunca, jamais utilize o aperto de mãos de políticos, a menos que seja com o seu avô ou com a sua avó”, diz Navarro.



“Ninguém gosta disso, é pessoal demais, e você precisa adquirir o direito de cumprimentar dessa forma. Os políticos o fazem por acreditar que você gostará mais deles por isso — o que não funciona.” Um pouco mais de proximidade se faz necessária? Então opte por um toque bastante sutil no antebraço.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-surgiu-o-aperto-de-mao
http://www.megacurioso.com.br/cotidiano/37431-os-5-mandamentos-de-um-bom-aperto-de-maos.htm

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

The Purguistory: A casa branca nem sempre foi branca


Não, a residência oficial dos presidentes dos Estados Unidos já foi marrom, no século 19. A construção do prédio começou em 1792 e o projeto original era feito de pedras e tijolos marrons. Na época, ele era chamado de Palácio Presidencial. A cor branca só veio em 1814, quando os ingleses tomaram a cidade de Washington e incendiaram muitos prédios oficiais, incluindo o palácio. Após o incêndio, foi feita uma reforma no local e a pintura branca serviu para ajudar a esconder as marcas da destruição. Com o novo visual, o povão passou a chamar o lugar - que não tinha cara de palácio mesmo - de Casa Branca. O apelido pegou e foi oficializado em 1902 pelo presidente Theodore Roosevelt. O projeto original foi se ampliando à medida que os moradores de lá acharam o espaço meio apertado. De fato, a Casa Branca não é tão grande assim. Ela tem 51,2 metros de comprimento por 26,1 metros de largura. O terreno, sim, é enorme: são 7,2 hectares, o equivalente a sete estádios do Maracanã! A falta de espaço deu origem à Ala Oeste (West Wing), em 1902, e à Ala Leste (East Wing), em 1942. É na Ala Oeste que trabalha o presidente americano. Hoje, a Casa Branca tem 132 cômodos.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/a-casa-branca-sempre-foi-branca

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Purgo Repórter: Quinze mapas para entender melhor o mundo

Você é do tipo de pessoa que consegue entender melhor alguma coisa quando a enxerga ou se contenta com dados como “60% da população mundial”? O fato é que o site Twisted Sifter publicou uma lista com 40 mapas que explicam melhor o nosso mundo, e isso pode ajudar você a, literalmente, se situar melhor. Confira alguns deles:

Consumo de café/Ano

Bandeiras por País

Uso da Internet ao longo do dia

Consumo de litros de Álcool

Países que não usam o sistema métrico

Países com e sem McDonald's (Com em vermelho e sem em Azul)

Onde está a vegetação no mundo

Pesquisadores por milhão de habitantes

Divisão de sete regiões: cada uma corresponde a 1 bilhão de pessoas

Os 22 países que não foram invadidos pelos britânicos

Lado de direção no carro (Vermelho: lado direito. Azul: lado esquerdo – mão inglesa.)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

The Purguistory: Por que a Via Láctea tem esse nome?



Emily Upton, uma das colunistas do site Today I Found It, publicou nessa semana uma análise interessante sobre a origem do nome da nossa galáxia e uma série de curiosidades a respeito dos diversos nomes que a Via Láctea teria recebido em outros países.

Traduzindo literalmente, Via Láctea nada mais é do que uma espécie de “estrada do leite”. Estranho, não é mesmo? Para esclarecer, a colunista explica que os romanos emprestaram esse nome dos gregos, que chamavam o nosso sistema estelar de “galaxias kyklos”, que seria algo como “ciclo do leite”. Curiosamente, esse mesmo nome criado pelos gregos também teria dado origem à palavra “galáxia”.

Um pouco de mitologia

Não é possível saber ao certo quem teria inventado o nome, mas basta olhar para o céu para entender o que teria inspirado os gregos a batizar a galáxia dessa maneira. Se observado da Terra em uma cidade afastada e com poucas luzes, o céu exibe uma vista incrível de um rastro esbranquiçado e iluminado pelas estrelas, o que pode ser comparado a um caminho de leite.

Para reforçar a ideia, a mitologia grega conta que Zeus teria trazido Herácles para se alimentar no seio de Hera enquanto ela dormia. Confusa com a situação, afinal Herácles não era seu filho, Hera teria acordado enquanto Héracles era amamentado e o teria empurrado, fazendo com que algumas gotas de leite caíssem. Essas gotas de leite seriam a origem da galáxia de acordo com a visão de mundo dos gregos.

A Via Láctea em outras línguas

Em várias línguas, o nome Via Láctea foi mantido: “Milky Way”, em inglês, “Milchstrasse”, em alemão e “Melkeveien” em norueguês seriam alguns exemplos. Mas outros povos criaram suas próprias histórias para o surgimento da galáxia e, por isso, escolheram nomes diferentes. Confira:


  • Linnunrata – Finlândia
“Linnunrata” significa “caminho de pássaros” em finlandês. Esse nome surgiu de uma história da mitologia finlandesa que conta que o mundo foi formado a partir da eclosão de um ovo. Dessa maneira, o céu seria a casca do ovo e a Terra teria uma forma achatada. Os limites da Terra eram chamados de “Lintukoto” e serviam como moradia para os pássaros. Para os finlandeses, o caminho de luz que os gregos acreditavam ser formado de leite era, na verdade, o caminho que as aves faziam até Lintukoto, por isso a Via Láctea foi batizada de Linnunrata.


  • Rio Prateado – China

Em boa parte da Ásia, a Via Láctea é conhecida como o “Rio Prateado”. A lenda chinesa conta que existia uma bela jovem conhecida como a Deusa Bordadeira, que era filha da Rainha-Mãe Celestial. Um dia, um jovem fazendeiro estava cuidando de seus animais quando resolveu espiar a Deusa Bordadeira que tomava banho em um lago próximo. Naquele momento, os dois se apaixonaram e, em pouco tempo, se casaram e tiveram dois filhos.

Porém, a Rainha-Mãe Celestial ficou com inveja do amor dos jovens e sequestrou a Deusa Bordadeira. Quando o fazendeiro tentou persegui-las para resgatar seu amor, a Rainha criou um rio prateado entre eles para que os amantes permanecessem separados para sempre. Esse rio prateado é o que conhecemos como Via Láctea.

Curiosamente, no Japão e na Coreia, o termo que equivale a “rio prateado” também é usado para galáxias em geral, e não apenas para a Via Láctea.


  • Via Invernal – Islândia, Suécia e Noruega

Alguns países localizados mais ao norte batizaram a Via Láctea de Via do Inverno ou Via Invernal. Esse é o significa de “Vetrabrautin” na Islândia, “Vintergatan” na Suécia e “Vinterbrauta”, o nome alternativo da galáxia na Noruega. Acredita-se que esses povos assim chamaram o sistema estelar porque a Via Láctea fica mais visível durante o inverno no Hemisfério Norte.


  • Hard Goghi Chanaparh – Armênia

“Hard Goghi Chanaparh” significa “o caminho do ladrão de palha” em armênio. A história conta que o deus Vahagn teria roubado uma enorme quantidade de palha de Barsham, o rei da Assíria. Seu objetivo era levar toda a palha para a Armênia durante um inverno bastante frio. Para isso, ele teria atravessado o céu e derrubado um pouco de palha em seu caminho, formando a Via Láctea.

Algumas evidências apontam que a história armênia teria se espalhado para diversos países e inspirado outros povos a usar a mesma referência para nomear a nossa galáxia. Na Chechênia, a Via Láctea se chama “Ça Taxina Taça” ou “a rota da palha espalhada”; na Turquia, “Samanyolu” é a “estrada de palha” e na Croácia, “Kumova Slama” significa “a palha de Deus”, embora os croatas também utilizem o termo Via Láctea.


  • Caminho de Compostela - Espanha

Os nomes da Via Láctea na Espanha são bastante variados. Além de utilizarem o mesmo nome que nós, os espanhóis também batizaram o sistema estelar de “Caminho de Santiago”. A explicação para esse nome está na história dos peregrinos que utilizavam a Via Láctea para se localizar e chegar à terra santa de Santiago de Compostela.

Além disso, “Compostela” é a terceira nomenclatura que a galáxia recebeu e sua tradução está diretamente ligada ao sistema, já que a palavra significa “o campo de estrelas”.

Fonte: http://www.megacurioso.com.br/astronomia/37834-voce-sabe-por-que-a-via-lactea-tem-esse-nome-.htm